segunda-feira, 27 de junho de 2011

Homenagem ao Canadá...

Dia 1º de Julho, é o dia em que é comemorado o Canada Day. Há um ano atrás eu estive visitando esse país... e foi maravilhoso... foi lá que eu resgatei meu EU, minha individualidade... comecei a recuperar meu equilíbrio, minha auto-estima, visualizar novas perpectivas... um mundo de possibilidades....

Conheci muita gente... fiz muitos amigos... e a aproveitei cada segundo, saboreando cada momento... de forma muito intensa... tudo era novo, tudo era rico... tudo era grande!

A sensação que eu tinha era que eu tinha que ter passado por tudo que passei para estar ali, naquele lugar, naquele momento, com aquelas pessoas... E cada pessoa, tinha algo a me mostrar, a me ensinar, a me dizer... Que experiência infinitamente rica! Engrandecedora...

Cheguei em Toronto no dia 23 de maio, e estava um dia lindo... céu azul... um calor de 25 graus Celsius, não podia ser mais perfeito... Quando o avião estava sobrevoando a cidade, eu já senti uma sensação maravilhosa, já foi paixão a primeira vista.

No feriado de 1º de Julho, viajei para a "French Canada" visitei as cidades de Ottawa, Montreal e Quebec. Ottawa é a capital do Canadá, onde fica o parlamento e visitar essa cidade bem no dia do Canada Day foi fantástico. Os canadenses vão pra lá pra comemorar... todos vestidos de vermelhor... e até a rainha da Inglaterra, faz um percurso de carro pela cidade...

Em Montreal também tive sorte de visitá-la no mês de Festival Internacional de Jazz e foi fantástico. São apresentações em praças e ruas com entrada franca. Super cultural. A cidade é cheia de opções gastronômicas, shoppings, muito bonita. Visitei parques e obviamente comi o prato típico do lugar que é o poutine que é basicamente batatas fritas, com cobertura de queijo, um molho de carne delicioso, bacon. Delícia! Se for a Montreal, outro prato que deve-se comer é o smoked meat.

Nunca fui a França, mas Quebec (talvez os franceses discordem), mas é como se fosse uma cidadezinha do interior da França, é uma gracinha de cidade, não há prédios altos, é um charme de cidade. É de lá o berço do famoso Cirque du Soleil... e sim eu vi uma apresentação de graça em via pública.

Thank you Canada! I will never forget all the good memories I lived there.


sábado, 18 de junho de 2011

E faça-se a luz...

"Segundo alguns cientistas, sempre que uma mulher transa seu corpo produz uma substãncia química que a faz se envolver e que é responsável por várias dúvidas cruéis que sem querer nos atormentam mesmo após um único encontro.

"Ele gosta de mim?"

"Ele vai ligar de novo?"

E a clássica "Onde isso vai dar?"

Quando o assunto é homens, mesmo quando tentamos ir com calma por que acabamos no escuro?"
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"According to certain scientists, whenever a woman has sex, her body produces a chemical which causes her to emotionally attach. This chemical may also account for the series of terrifying questions that involuntarily pop into our minds after just one casual tryst.

Questions like: "Does he like me?" "Will he call again?" And the classic; "Where is this all going?"

When it comes to men, even when we try to keep it light, how do we wind up in the dark?"

Sex and the city - 6th Season - Episode 13

segunda-feira, 30 de maio de 2011

You don´t need a man, you need a champion

Foram tantas dúvidas, frustações, angústias... a espera do que será que estaria por vir? Sem uma pista...

Será que algum dia eu me apaixonaria de novo? Será que algum dia encontraria um novo alguém?

E tantas vezes eu ouvi: "Você é muito difícil", "Você escolhe demais". Ainda bem que não dei ouvido à essas pessoas... porque certa vez uma amiga muito querida me disse: "You don´t need a man, you need a champion" (by Eat, Pray, Love)

E ela tinha toda razão... Porque o Mr. Right é educado, inteligente, carinhoso e tem muito caráter. Ele é agradável, me faz bem e desperta em mim, um lado melhor da minha pessoa, um lado que eu nem pensava existir.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Amor desesperado...

Todas as complicações e os traumas daqueles horríveis anos de divórcio foram multiplicados pelo drama de David – o cara por quem me apaixonei enquanto estava terminando meu casamento. Eu disse que “me apaixonei” por David? O que quero dizer, na verdade, é que saí do meu casamento e mergulhei nos braços de David da mesma forma que um artista de circo de desenho animado mergulha de uma plataforma altíssima dentro de um pequeno copo d´água, desaparecendo por completo. Eu me agarrei a David pra fugir do meu casamento como se ele fosse o último helicóptero saindo de Saigon. Depositei nele toda toda minha esperança de salvação e de felicidade. E sim, eu o amei. Mas, se eu conseguisse pensar em uma palavra mais forte do que “desesperadamente” para descrever o como amei David, usaria essa palavra aqui, e um amor desesperado é sempre o tipo mais difícil de amor.




Fui morar com David imediatamente depois de deixar meu marido. Ele era – é – um cara lindo... (CONTINUA)... ... ....



..... ...



No amor desesperado é sempre assim, não é? No amor desesperado, nós sempre inventamos os personagens dos nossos parceiros, exigindo que eles sejam o que precisamos que sejam, e depois ficando arrasados quando eles se recusam a desempenhar o papel que nós mesmos criamos.



Mas, ah, como nós nos divertimos durante aqueles primeiros meses, quando ele ainda era o meu herói romântico e eu ainda era o seu sonho tornado realidade. Eram uma excitação e uma compatibilidade que e jamais havia imaginado. Inventamos nossa própria linguagem. Passávamos dias fora da cidade e outros viajando de carro. Ele escalava até o topo das coisas, nadava até o fundo de outras coisas, planejava viagens pelo mundo que faríamos juntos. Nós nos divertíamos mais na fila do departamento de trânsito do que a maioria dos casais em sua lua-de-mel. Demos o mesmo apelido um ao outro, para que não houvesse separação entre nós. Traçávamos objetivo juntos, fazíamos juramentos e promessas juntos e jantávamos juntos. Ele lia livros pra mim, e ele lavava a minha roupa. (Na primeira vez em que isso aconteceu, liguei para Susan para relatar a maravilha, abismada como se houvesse acabado de ver um camelo usando um orelhão. Eu disse: “Um homem acabou de lavar a minha roupa! E lavou as peças delicadas a mão!” E ela repetiu: “Ai meu Deus, baby, como você está ferrada.”)

Trechos do Livro Eat, Pray, Love - Elizabeth Gilbert

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sentido da vida

Se for parar pra pensar no sentido da vida, em como ser feliz, no futuro... nos anos que vão passando... nas decepções e perdas que ainda sentiremos na vida... é perigoso pensar que só estamos aqui pra sofrer... pra que nascer?

Mas há uma outra opção: e essa vai mais de encontro ao espiritismo... que estamos aqui por uma missão, pra aprender, crescer, evoluir... pode parecer meio cliché, meio obvio... mas esse pensamento me conforta e faz todo sentido pra mim e porquê? Porque eu consigo enxergar evolução e amadurecimento em mim mesma... coisas que eu fazia tempestade em copo da água e dava tanta importância, hoje me parecem tão pequenas... e realmente me sinto mais vivida... experiente... apesar de saber que tenho ainda muita coisa pra aprender...

Enfim, o que eu quero dizer é que a vida te oferece a oportunidade e a visão de como você vai aproveitar e enxergar depende de você, você pode optar por lamentar/reclamar ou ser grato pelas coisas boas... agradecer pelo aprendizado nas coisas ruins, pode se deprimir por uma coisa não está bem ou sentir a alegria de simplesmente estar aqui e viver... pode julgar e sentenciar uma pessoa ou um caso, ou lhe dar uma nova chance...

Como disse Caetano, "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..." e tudo o que eu quero é ser menos julgada, é a minha vida, são os meus erros, meus acertos e meu aprendizado. O que não aceito são opiniões de pessoas julgando que "não tem mais jeito..."

Eu aprendi uma lição importante que é preciso saber superar as coisas, ter paciência, humildade, perdoar, ter sabedoria pra viver... tolerância e compreensão... e quer saber, eu tbm acho um monte de coisa uma merda... e tenho tendências as vezes de querer morrer... me revolto fácil e é difícil suportar certas coisas... mas depois eu "ouço" uma outra voz que diz que tem jeito, que é possivel... e recupero minhas forças... e graças a Deus, eu sou uma sonhadora... e começo a imaginar o que poderia ser... e idealizo... invento minhas verdades... viajo... volto pra realidade... fico triste... choro...mas depois vem de novo esperança, otimismo... e a imaginação voa... e me encho de expectativas... e invento minhas verdades... e depois me apego as coisas boas... o lado bom das coisas... minhas coisas... minha familia... meus amigos... os momentos que gosto de curtir... minhas possibilidades de viver... as pequenas coisas... e daí invento... invento... invento... me distraio... e a vida vai seguindo... vai sendo vivida... como já disse CL "Viver ultrapassa qualquer entendimento..."

Pra quê ser tudo preto no branco?

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: Quero é uma verdade inventada." ou seja, eu quero ver o mundo cor de rosa... e não quero dizer aí que quero ser alienada... Não! Não faria sentido! Eu quero refletir, ter o lado crítico, enxergar os podres, o lado ruim... MAS quero viver a oportunidade que a vida me dá da melhor forma possível! Ser grata pela sorte que tenho... valorizar e viver intensamente o que tenho... coisas que as pessoas só dão valor quando perdem... De encontrar a maneira de viver em paz comigo mesma e com as pessoas... de saber viver... Vale a pena viver! Eu adoro a experiência de existir...

 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Urban Legend

Once upon a time, in a land far away, a beautiful, independent, self-confident princess met a frog as she sat contemplating ecological issues on the shores of an unpolluted lake in a verdant plain near her castle.


The frog hopped into the Princess' lap and said: "Elegant Lady, I was once a handsome Prince, until an evil witch cast a spell upon me."

"One kiss from you, however, and I will turn back into the handsome, young Prince that I am and then, my sweet, we can marry and set up a home in my castle with my mother, where you can prepare my meals, clean my clothes, take care of my children, and forever feel grateful and happy doing so."

That night, eating dessert after fried frog legs seasoned in a white wine and onion cream sauce, she laughed to herself and thought:

I don't think so.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama coração.

(Fernando Pessoa)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Jogo da Rejeição

Fernando levou um pé na bunda de Carmen, logo Carmen se posiciona de forma superior em relação a Fernando e sua nova namorada Glaucia. Fernando, como um típico macho nao supera o fora levado de Carmen e sua admiração por ela só aumenta, porque se Carmen não quer Fernando, é porque ela quer alguém melhor que ele. Então começa o clássico jogo da reijeição onde o rejeitado procura ser aceito pra se sentir melhor.

Ao mesmo tempo, a nova namorada de Fernando - Gláucia - também começa admirar Carmen, pelo mesmo motivo, se ela não quis alguém tão maravilhoso como Fernando, ela deve ser mais maravilhosa ainda... ainda mais superior.

Mais Glaucia ama Fernando, e ela quer o mesmo amor de Fernando dedicado a Carmen, esse amor que ela idealiza, ela quer esse amor dedicado à ela... mas quanto mais Glaucia oferece esse amor, mais Fernando sente repulsa, porque afinal se Glaucia quer um amor que foi rejeitado por Carmen, é porque Gláucia é inferior a Carmen. Como pode Glaucia querer o amor de homem que outra mulher desprezou?

É como disse uma vez Charlotte em Sex and the City: "One woman´s trash is another woman treasure´s"

Essa é a lógica do jogo da rejeição, mas o ser humano aqui homem ou mulher inconscientemente busca o amor daquele que o rejeitou pra se igualar, se sentir no mesmo nível.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Um Feliz Domingo de Sol

Domingão de Sol... Domingão de paz... Domingão de acordar quase as 11:00 h da manhã... ir ao banheiro, ler uma página de livro e voltar pra cama...

Ontem foi um sábado legal, noite quente... noite de Boteco São Bento, bater papo com as amigas Dea e Paty... falar de homens, de Canadá, viagens, praia, emprego e BBB. Foi dia de acordar tarde, matar academia, fazer tratamento estético, tirar uma soneca a tarde, ir caminhar no final da tarde no parque com uma amiga com direito a tomar uns pingos de chuva e bater papo.

Mas hoje é domingo... Domingo sem nenhum plano e nenhum comprimsso... e que delícia! Nem a obrigação de almoço em família, dia de curtir a minha companhia...  Dia de pensar na vida... de praticar o nadismo... de ler... escrever... pensar no quanto um divórcio é quase inevitável... E estou tão feliz! Tão em paz!

Leio mais um pouco do livro... assisto a mais um dos meus seriados favoritos... resolvo fazer feijão!!! Estou feliz por querer fazer feijão! Coloco feijão de molho, corto linguiça calabresa, pico cebola e alho... Lavo a louça!

Volto pra cama em plena 1 hora da tarde, preguicinha mais gostosa... e me permito esse momento gostoso de abraçar minha cama... volto a dormir, leio mais algumas páginas do livro... a autora fala sobre a Itália... volto a dormir... leio mais um pouquinho... e penso que vou adorar não sei quando vai ser, mas vou amar minha próxima viagem... pensando na Europa...

Mas hoje ainda tenho a tarde inteira pela frente... esperando ansiosamente a fome lá pelas 17:00h pra fazer o meu almoço de domingo... hum... espero que o feijão fique delicioso!

Meu primeiro amor

Essa semana me lembrei de meu primeiro amor, aquele em que você é uma menininha de de 7, talvez 10 anos e a primeira vista idealiza o menino bonitinho do bairro, talvez da escola.

O meu primeiro amor, era o menininho bonitinho da igreja, e também da escola. Eu só sonhava com ele... visualizava que ele seria o meu companheirinho... para não dizer aqui uma palavra forte como namorado ou até marido.

O nome dele era Samuel, e mesmo não o conhecendo direito, nem falando com ele, porque eu era o patinho feio, tímida e medrosa, eu falava pros meus amiguinhos que ele era o menino que eu gostava.

Até que eu cresci, mudei de escola, e o destino não o colocou nas minhas rodinhas, mas ele era o "carinha" que eu pagava um pau.

Estava eu, com 12, 13 anos sem ainda ter tido a experiência do primeiro beijo. Quando confessei isso na escola, comecei a sofrer a pressão dos coleguinhas. Tamanha era a surpresa das minhas amiguinhas, a unica virgem de boca da escola! Como? Havia algo errado comigo!

Daí um belo dia, veio a temida pergunta se havia acontecido... e eu sob pressão menti. Sim!!! Já tive o meu primeiro beijo! Daí veio a segunda pergunta: Quem??? E eu sem pensar respondi: Com o Samuel!

E aprendi como a mentira tem perna curta! E aprendi cedo essa lição. Até então para não ser "excluída da sociedade" mentia, quando menor, mentia que tinha a casa da Barbie, o qual já passei sufoco, mentia pra minha mãe pra não apanhar... que sufocos! Mas aprendi! Daquele dia em diante, tomei o maior cuidado em não menti... não queria ser uma mentirosa!
Mas voltando pro assunto do beijo, logo essas minhas amiguinhas foram confrontar a história diretamente com o Samuel. E ele não só desmentiu, como disse: "Jamais ficaria com aquele pirralha."

Foi a minha primeira grande humilhação na vida, fui desmascarada! E uma dessas amiguinhas um dia, em minha casa, me colocou contra a parede e me disse as palavras dele.

Pela primeira vez na minha vida, eu estava sendo oficialmente rejeitada por um homem... aos 13 anos de idade! E porque escrevo sobre isso agora? porque quando me lembro desse dia, tenho orgulho de mim mesma... Nesse dia, o meu orgulho ferido veio tão forte e eu em lágrimas disse pra mim mesma: "Nunca mais quero saber dele, e um dia ele vai se voltar atrás."

O que me orgulha, é que desse dia em diante, o "amor" que eu sentia por ele virou pó naquela mesma hora... e eu nunca mais pensei nele, realmente decidi ali e parti pra outra... Esqueci... e quando me lembrava dele, só pensava no quanto ele era um idiota, eu tomei a decisão e toda aquela idealização que eu tinha por ele, sumiu... desapareceu por completo!

E um belo dia, após 1 ano mais ou menos, eu reencontro esse menino, mas eu estava tão diferente, superior, radiante, bonita, tinhha virado "mulher"... e mais alguns dias, meu priminho meu amiguinho de infância veio com a novidade: que esse menino tinha falado pra ele que tinha me visto e estava admirado como eu estava mudada, tão bonita!

Eu só sorri e lembrei daquele dia que eu resolvi que ele não me merecia... e que se arrependeria. Me senti feliz. Eu estava certa!

Continuei vivendo minha vida, cresci, ele ficou baixinho e gordinho e agora adulta eu me pergunto, onde foi parar aquela determinação toda?